terça-feira, julho 05, 2005

Por onde andei?

Boa pergunta... Andei por aí, pelos arredores da vida. Andei de um lugar pro outro, de casa pra casa, da sala pro quarto, do Chuveiro pra pia, da esquina pro cruzamento... Simplesmente andei pelos mil cantos do mundo, sem rumo, sem destino.

Andei tanto que achei uma vida por aí. Uma vida diferente, muito diferente, que também havia rodado muito, voltas e mais voltas até me encontrar. Acho que ela estava me procurando, mas não sei se a recíproca é verdadeira. Talvez o que importe agora é que de fato nos encontramos e estamos nos conhecendo. É o ínicio de uma nova relação complicada, como todas... Ou como nenhuma.

Estou tentando gostar dela e ela de mim. Às vezes acho muito difícil, mas até que estou otimista. A cabeça dói, o estômago embrulha, os ombros pesam, durmo, sonho, volto à ela. Pergunto o que ela quer de mim, mas nem ela sabe... Acho que ela está insegura como eu, afinal, é um passo importante me aceitar como sou. E eu a ela.

E o tempo? Ah, o tempo, aquele conhecido como milagreiro. Ele está sempre se fazendo presente, deixando furos as vezes, mas quase sempre competente. Se não fosse ele eu não teria andado tanto, em tantos cantos, em tantos casos, em tantas indas e vindas, em tantas vidas, em tanta casa, em tanta gente, tão escassa?

Estou voltando a respirar com ela. E apostamos quem inspira e expira mais ao longo do dia. Apostamos quem vai levar quem aonde com quem quando e como... Nossa, não se pode ganhar todas, mas o importante é competir!

E quem sabe ganhar?

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Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me falta?

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?

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Louise